• Atenção no manejo do trigo para evitar giberela e DON
Cada vez mais é preciso prestar mais atenção no controle de giberela.

Os triticultores que buscam uma colheita satisfatória precisam estar de olho na lavoura. Fazer o manejo adequado em todas as épocas é fundamental. Para os produtores do Rio Grande do Sul agora é momento de aplicar fungicida para evitar a giberela. Esse cuidado com o trigo precisa ser maior, inclusive, devido a RESOLUÇÃO - RDC Nº 7, de 18 de fevereiro 2011 da ANVISA, que a partir de janeiro de 2012 limita o a quantidade de toxina Deoxynivalenol (DON), presente em grãos giberelados, na farinha.

Na fase do florescimento a planta fica suscetível ao fungo e no espigamento ele se instala. Segundo o melhorista da Biotrigo Genética, André Cunha Rosa, a invasão acontece em dias de chuva. ?Com a giberela ocorre a perda da produtividade devido a má formação do grão, comprometendo o rendimento e a qualidade da plantação de trigo?, destaca.

De acordo com ele, no Rio Grande do Sul, a maior parte do trigo está na fase do espigamento e é preciso fazer manejo para minimizar a giberela. ?No Sul do Brasil uma aplicação de fungicida é o normal, mas atualmente é aconselhável fazer duas aplicações na floração. Uma no início e outra de 7 a 10 dias depois?, frisa Rosa, lembrando que o investimento em aplicações se paga, pois a proteção tem garantido mais rendimento e um trigo muito mais sadio e com valor agregado.

De acordo com o melhorista da Biotrigo, o tratamento pode ser com fungicidas à base de tebuconazole ou meticonazol dando preferência as misturas destes produtos com estrobilurinas. Vale lembrar ainda que no pré-espigamento/espigamento também é preciso reforçar a aplicação de um saco de uréia por hectare para obter mais rendimento e qualidade?, explica o Ph.D. em Genética. Todas essas orientações também garantem melhor PH e o peso de mil grãos.

Sobre o a resolução da Anvisa, o melhorista afirma que o Brasil está se adaptando a legislação que já vigora em outros países os quais há vários anos já controlam o nível de DON no trigo. ?Cada vez mais é preciso prestar mais atenção no controle de giberela. Além do dano em produtividade há também uma preocupação com da saúde humana e animal?, comenta, destacando que a legislação entrará em vigor em 2012 mas sobre o trigo que está sendo produzido na safra em andamento.

Para quem busca mais informações e auxílio na tomada de decisão de aplicar fungicida ou não um reforço de fungicida, vale observar o site www.sisalert.com.br que considera os dados climatológicos passados e futuros (previsão) estimar risco de giberela. Além de muito útil nesta hora, o site é gratuito.

   • Utilize práticas mecânicas conservacionistas
A cobertura permanente do solo, otimizada no sistema plantio direto, não constitui condição suficiente para disciplinar a enxurrada e controlar a erosão hídrica. A
segmentação de topossequências, por semeadura em contorno, culturas em faixa, cordões vegetados, terraços dimensionados especificamente para o sistema plantio direto
(por exemplo, Terraço for Windows) etc., representa tecnologia-solução para esse problema e tem como benefícios: manejo de solo e de água no âmbito de microbacia
hidrográfica; restabelecimento da semeadura em contorno; redução dos riscos de transporte de agroquímicos para fora da lavoura; maior armazenagem de água no solo; e
conservação de estradas rurais.

   • Mobilização mínima do solo
A mobilização do solo restrita à linha de semeadura tem como benefícios: redução de perdas de solo e de água por erosão; redução de perdas de água por evaporação;
redução da incidência de plantas daninhas; redução da taxa de decomposição de resíduos culturais e de mineralização da matéria orgânica do solo; promoção do sequestro de carbono no solo; preservação da fertilidade física e biológica do solo; redução da demanda de mão-de-obra; redução dos custos de manutenção de máquinas e de equipamentos e redução do consumo de energia.

   • Cobertura permanente do solo
A manutenção permanente de plantas vivas e/ou restos culturais sobre o solo tem como benefícios: dissipação da energia erosiva das gotas de chuva; redução de perdas
de solo e de água por erosão; preservação da umidade no solo; redução da amplitude de variação da temperatura do solo; redução da incidência de plantas daninhas;
favorecimento ao manejo integrado de pragas, de doenças e de plantas daninhas; estabilização da taxa de ciclagem de nutrientes; e promoção da biodiversidade da biota
do solo.

   • Agrodicas Milho - população x redução de espaço
Dicas para combinar uma ótima população de plantas e redução de espaçamento para cultura do milho:

- Certifique-se de que a redução do espaçamento é o aspecto prioritário;
- Solicite mais detalhes sobre os híbridos mais indicados para a sua região;
- Analise a adubação da sua lavoura. O aumento da população é uma ótima oportunidade para elevar proporcionalmente o nível da adubação e obter maiores produtividades;
- Visite produtores que estão adotando essas práticas e procure se informar;
- Faça uma análise dos investimentos na aquisição ou modificação da plataforma e do consumo de sementes, quando for o caso;
- Analise e prepare-se para possíveis mudanças nos tratos culturais de pós-emergência como controle de ervas daninhas, insetos e adubação;
- Verifique se está preparado com máquinas e equipamentos para mudança de de manejo que possam ocorrer. Avalie alternativas de práticas culturais;
- Faça um teste antes de realizar a troca para a nova tecnologia em área total.

   • Rotação de culturas
A rotação de culturas, conceituada como o cultivo alternado e sucessivo de diferentes espécies em uma mesma área, em safras agrícolas consecutivas, planejada para proporcionar competitividade ao agronegócio, quantidade e qualidade de biomassa e viabilizar o processo colher-semear, tem como benefícios: favorecimento do manejo integrado de pragas, de doenças e de plantas daninhas; promoção de cobertura
permanente do solo e ciclagem de nutrientes; melhoria das propriedades físicas do solo; aumento de matéria orgânica no solo; aumento da armazenagem de água no solo;
diversificação e estabilização da produtividade; racionalização do uso de mão-de-obra; otimização do uso de máquinas e equipamentos; e redução do risco de perda de renda.

   • Dessecações de Primavera/Verão
Nesta época do ano, quando temos variações térmicas de significativa amplitude, bem como a ocorrência de chuvas intensas, vale reforçar a observação do Dr. José Ruedell, anotada durante palestra: "Quanto mais adversas as condições no momento da aplicação, mais importante a presençaa de um adjuvante de qualidade!".
A responsabilidade pela decisão é sua e os resultados dela advindos também!

   • Controlando a Ferrugem da Soja
A Ferrugem da soja pode ser confundida com outras doenças foliares, como a Septoriose e a Pústula bacteriana, o que pode dificultar a identificação a campo. A presença de P. pachyrhizi em lavouras de soja vem causando preocupação, por causa da facilidade e rapidez da disseminação do fungo, falta de cultivares resistentes e/ou tolerantes, e pela importância que a soja representa no cenário sócio-econômico nacional e internacional.

Os esporos do fungo podem ser transportados à longas distâncias pelo vento. Nenhuma evidência de transmissão por sementes foi encontrada até o momento Além da soja, o patógeno pode atacar dezenas de outras espécies de leguminosas, podendo comprometer os planos de rotação cultural.

Temperaturas entre 8 e 36°C e um período de molhamento foliar acima de 6 horas favorecem a infecção. Para reduzir o risco de danos, recomenda-se as seguintes estratégias:

a) semear, preferencialmente, cultivares mais precoces e no início da época recomendada;

b) evitar o prolongamento do período de semeadura (a soja de ciclo longo ou semeada tardiamente, sofrerá mais devido a multiplicação do fungo nos primeiros plantios;

c) nos locais onde não foi constatada a ferrugem, além dos procedimentos a e b, iniciar a vistoria da lavoura desde o início da safra e, principalmente, quando a soja estiver próxima da floração; ao primeiro sinal da doença e havendo chuva e/ou abundante formação de orvalho, recorrer aos órgãos de pesquisa e/ou assistência técnica.

Para o controle químico há vários fungicidas indicados pela pesquisa, devendo-se considerar a incidência de 5%, quando do aparecimento dos primeiros sintomas da doença. A aplicação poderá ser feita preventivamente, a partir da floração ou quando da detecção da ferrugem na região produtora. Um lembrete: O Monitoramento da Lavoura é Fundamental e deve ser feito mais freqüentemente a partir do Florescimento.


 

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